quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Fátima Martins, nossa ultima homenagem...


Um dia a maioria de nós irá se separar. Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora, as descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que compartilhamos...

Saudades até dos momentos de lágrima, da angústia, das vésperas de finais de semana, de finais de ano, enfim... do companheirismo vivido... Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre...

Hoje não tenho mais tanta certeza disso. Em breve cada um vai pra seu lado, seja pelo destino, ou por algum desentendimento, segue a sua vida, talvez continuemos a nos encontrar, quem sabe... nos e-mails trocados...

Podemos nos telefonar... conversar algumas bobagens. Aí os dias vão passar... meses... anos... até este contato tornar-se cada vez mais raro. Vamos nos perder no tempo...

Um dia nossos filhos verão aquelas fotografias e perguntarão: Quem são aquelas pessoas? Diremos que eram nossos amigos. E... isso vai doer tanto!!! Foram meus amigos, foi com eles que vivi os melhores anos de minha vida!

A saudade vai apertar bem dentro do peito. Vai dar uma vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente... Quando o nosso grupo estiver incompleto... nos reuniremos para um último adeus de um amigo. E entre lágrima nos abraçaremos...

Faremos promessas de nos encontrar mais vezes daquele dia em diante. Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a sua vidinha isolada do passado... E nos perderemos no tempo...

Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo: não deixes que a vida passe em branco, e que pequenas adversidades sejam a causa de grandes tempestades...

Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores... mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!!!
 Vinícius de Moraes

3 comentários:

Dr. Naldo Blandtt disse...

A UM AUSENTE

Tenho razão de sentir saudade,
tenho razão de te acusar.
Houve um pacto implícito que rompeste
e sem te despedires foste embora.
Detonaste o pacto.
Detonaste a vida geral, a comum aquiescência
de viver e explorar os rumos de obscuridade
sem prazo sem consulta sem provocação
até o limite das folhas caídas na hora de cair.

Antecipaste a hora.
Teu ponteiro enlouqueceu, enlouquecendo nossas horas.
Que poderias ter feito de mais grave
do que o ato sem continuação, o ato em si,
o ato que não ousamos nem sabemos ousar
porque depois dele não há nada?

Tenho razão para sentir saudade de ti,
de nossa convivência em falas camaradas,
simples apertar de mãos, nem isso, voz
modulando sílabas conhecidas e banais
que eram sempre certeza e segurança.

Sim, tenho saudades.
Sim, acuso-te porque fizeste
o não previsto nas leis da amizade e da natureza
nem nos deixaste sequer o direito de indagar
porque o fizeste, porque te foste

Carlos Drummond de Andrade

Fatima, sua falta é incuravel... grande abraço do seu amigo eterno, Dr. Naldo Blandtt

José Raimundo N. Oliveira disse...

Não conhecia a Fátima, mais pelos depoimentos e pelas pessoas que a conheciam Ela era Especial. Bom não tem nada que possa aliviar a dor, a angustia, a falta que pode fazer uma Pessoa Querida, Amada. Nada mais doido, apenas ficamos paralisado do tipo "será que isso é real, aconteceu mesmo?". Mais a uma morte estupida é assim mesmo, tudo acaba num piscar de olhos. Pronto a pessoa morreu acabou, esta tudo terminado, mais Todos nós sabemos que não é bem assim, pois só sabe a dor de perder alguém querido quem já passou por isso. É duro pois a morte obriga a pessoa as vezes partir no melhor da festa, no melhor da vida. Quando a morte chega aos cem anos ela é bem vinda, mais quando ela estupidamente levando Aquele que amamos na 'flor" da idade, ai o bicho pega. Nesse momento de dor, é que devemos refletir um pouco em nossa Vidas. Aquela palavra que não foi dita a Fátima, aquele abraço, aquele sorriso, aquele perdão, quantas coisa poderíamos ter dito e deixamos pra depois? Essa morte estupida da Nossa Amiga me faz lembrar de uma canção do saudoso Tim Maia:

Não sei porque você se foi
Quantas saudades eu senti
E de tristezas vou viver
E aquele adeus não pude dar...
Você marcou na minha vida
Viveu, morreu
Na minha história
Chego a ter medo do futuro
E da solidão
Que em minha porta bate...
E eu!
Gostava tanto de você
Gostava tanto de você...
Eu corro, fujo desta sombra
Em sonho vejo este passado
E na parede do meu quarto
Ainda está o seu retrato
Não quero ver prá não lembrar
Pensei até em me mudar
Lugar qualquer que não exista
O pensamento em você...
E eu!
Gostava tanto de você
Gostava tanto de você...
Não sei porque você se foi
Quantas saudades eu senti
E de tristezas vou viver
E aquele adeus não pude dar...
Você marcou em minha vida
Viveu, morreu
Na minha história
Chego a ter medo do futuro
E da solidão
Que em minha porta bate...
E eu!
Gostava tanto de você
Gostava tanto de você...
Eu corro, fujo desta sombra
Em sonho vejo este passado
E na parede do meu quarto
Ainda está o seu retrato
Não quero ver prá não lembrar
Pensei até em me mudar
Lugar qualquer que não exista
O pensamento em você...
E eu!
Gostava tanto de você
Gostava tanto de você...
Eu gostava tanto de você!
Eu gostava tanto de você!
Eu gostava tanto de você!
Eu gostava tanto de você.

Essa é minha homenagem a nossa Companheira Fátima. Meus sentimentos profundos aos Amigos e Familiares dessa Guerreira.

José Raimundo N. Oliveira disse...

Não conhecia a Fátima, mais pelos depoimentos e pelas pessoas que a conheciam Ela era Especial. Bom não tem nada que possa aliviar a dor, a angustia, a falta que pode fazer uma Pessoa Querida, Amada. Nada mais doido, apenas ficamos paralisado do tipo "será que isso é real, aconteceu mesmo?". Mais a uma morte estupida é assim mesmo, tudo acaba num piscar de olhos. Pronto a pessoa morreu acabou, esta tudo terminado, mais Todos nós sabemos que não é bem assim, pois só sabe a dor de perder alguém querido quem já passou por isso. É duro pois a morte obriga a pessoa as vezes partir no melhor da festa, no melhor da vida. Quando a morte chega aos cem anos ela é bem vinda, mais quando ela estupidamente levando Aquele que amamos na 'flor" da idade, ai o bicho pega. Nesse momento de dor, é que devemos refletir um pouco em nossa Vidas. Aquela palavra que não foi dita a Fátima, aquele abraço, aquele sorriso, aquele perdão, quantas coisa poderíamos ter dito e deixamos pra depois? Essa morte estupida da Nossa Amiga me faz lembrar de uma canção do saudoso Tim Maia:

Não sei porque você se foi
Quantas saudades eu senti
E de tristezas vou viver
E aquele adeus não pude dar...
Você marcou na minha vida
Viveu, morreu
Na minha história
Chego a ter medo do futuro
E da solidão
Que em minha porta bate...
E eu!
Gostava tanto de você
Gostava tanto de você...
Eu corro, fujo desta sombra
Em sonho vejo este passado
E na parede do meu quarto
Ainda está o seu retrato
Não quero ver prá não lembrar
Pensei até em me mudar
Lugar qualquer que não exista
O pensamento em você...
E eu!
Gostava tanto de você
Gostava tanto de você...
Não sei porque você se foi
Quantas saudades eu senti
E de tristezas vou viver
E aquele adeus não pude dar...
Você marcou em minha vida
Viveu, morreu
Na minha história
Chego a ter medo do futuro
E da solidão
Que em minha porta bate...
E eu!
Gostava tanto de você
Gostava tanto de você...
Eu corro, fujo desta sombra
Em sonho vejo este passado
E na parede do meu quarto
Ainda está o seu retrato
Não quero ver prá não lembrar
Pensei até em me mudar
Lugar qualquer que não exista
O pensamento em você...
E eu!
Gostava tanto de você
Gostava tanto de você...
Eu gostava tanto de você!
Eu gostava tanto de você!
Eu gostava tanto de você!
Eu gostava tanto de você.

Essa é minha homenagem a nossa Companheira Fátima. Meus sentimentos profundos aos Amigos e Familiares dessa Guerreira.