domingo, 14 de outubro de 2012

Trasladação é a segunda maior romaria do Círio 2012

A imagem de Nossa Senhora seguiu pela Avenida Nazaré, e subiu a Avenida Castilho França, até chegar à Praça do Relógio. Neste ponto do trajeto, a Trasladação se torna o Círio das Luzes. Fogos de artifício enfeitam o céu durante a romaria noturna. A tradicional homenagem é prestada pelo Sindicatos dos Estivadores e dos Arrumadores do Pará.

Com atraso de mais quase uma hora do previsto, por volta de 23h20, a berlinda chegou ao seu destino final, a Catedral da Sé, no bairro da Cidade Velha. A imagem foi retirada da carruagem e levada até um tablado, montado em frente à igreja, onde foi celebrada a missa de encerramento da Trasladação.

A imagem de Nossa Senhora de Nazaré fica na Igreja da Sé, de onde parte, na manhã do domingo (14), para a maior procissão do Círio, que deve reunir mais de dois milhões de pessoas.

Mais de sete mil devotos acompanharam a Trasladação atrelados à corda:
Por volta de 18h, com atraso de meia hora, a imagem da santa foi levada até a berlinda, amparada por um esquema de segurança que envolveu 2 mil homens da Guarda de Nossa Senhora de Nazaré, que formam cordões humanos para proteger a chegada da Virgem até a carruagem, e fazem o atrelamento da berlinda à corda de 400 metros, puxada por mais de sete mil fiéis. Ai, então, se inicia a procissão da Trasladação, que percorre 3,7 Km até chegar a Igreja da Sé, na Cidade Velha.
Apoio à romaria contou com a participação de jovens voluntários
Segundo a Diretoria do Círio de Nazaré, 2.500 agentes reforçaram a segurança dos romeiros durante a Trasladação, em postos espalhados ao longo de todo percurso, no mesmo esquema de segurança que irá atuar na maior procissão da Quadra Nazarena, no domingo (14).

Além do apoio dos órgãos oficiais, voluntários prestam um serviço fundamental durante a romaria. E na Trasladação, muitos deles são jovens. “Ajudar os outros é o que importa, e independe da religião”, diz o voluntário João Pedro do Rosário, 19 anos, evangélico. Ao contrário do que se possa supor, o estudante garante que a decisão de participar do Círio não foi tabu em casa. “Minha família incentivou a ideia. Assim como eu, eles não se fecham em uma religião, e respeitam as diferenças”, diz o jovem, que participa pela primeira vez da procissão a Nossa Senhora de Nazaré. Ele aceitou o convite de uma amiga, e este ano integra o grupo voluntário “Fé Jovem no Círio”, que apoia os devotos durante as romarias da Quadra Nazarena. (G1/Pará).

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