segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

G1: Médicos implantam 63 pinos no rosto de espancado ao defender mendigo

Está "bem, estável e comunicativo" o jovem Vítor Suarez Cunha, de 21 anos, espancado na Ilha do Governador, na madrugada da última quinta (2), ao defender um mendigo. Vítor foi sumbmetido a uma cirurgia na tarde de sábado (4) e está no Centro de Terapia Intensiva (CTI) do Hospital Santa Maria Madalena, também na Ilha do Governador, subúrbio do Rio de Janeiro.
"Ele teve fraturas complexas nos terços superior e médio da face (regiões da testa, do nariz e do maxilar). Durante a cirurgia, que teve quatro horas de duração, foram colocadas oito placas de titânio, 63 parafusos e três membranas protetoras, além de enxerto ósseo. Normalmente mandamos este tipo de paciente para o quarto, mas decidimos levá-lo para o CTI por precaução, já que a movimentação da família no hospital é muito intensa", disse a nossa reportagem, neste domingo (5), o cirurgião especialista em traumatologia bucomaxilofacial Leonardo Peral, que operou o jovem juntamente com o médico Silvério Paiva, de mesma especialidade.
Segundo Leonardo, Vítor não corre nenhum tipo de risco neurológico, mas pode ter sequelas no olho direito. "Ele pode perder alguns movimentos do globo ocular, mas essa avaliação só será possível quando os edemas e hematomas cessarem completamente, o que deve acontecer daqui a duas ou três semanas", explicou o cirurgião.
Ainda de acordo com o cirurgião, o estudante deve deixar o CTI no fim deste domingo ou na segunda-feira (6). "Vítor tem alta prevista para terça-feira", concluiu Leonardo.
"Justiça"

De acordo com o delegado responsável pelo caso, Deoclécio Filho, titular da 37ª DP (Ilha do Governador), a polícia ainda tenta identificar outros dois agressores. Segundo os investigadores, os três acusados admitiram ter participado da briga, mas disseram que a confusão foi provocada pelo estudante Vítor Suarez Cunha.
A mãe do rapaz reagiu com serenidade ao saber da prisão. "Com a prisão deles está sendo feita justiça. Ainda falta um. Eles devem responder pelo que fizeram. Espero justiça", afirmou a assistente social Regina Suarez, mãe do estudante.
Segundo Regina de Vítor, o rapaz está reagindo bem ao que aconteceu, "na medida do possível". "Vítor está me surpreendendo, ele está tranquilo e tenta tranquilizar a gente também. Ele não pensa em vingança, só justiça. Tudo está se encaminhando bem", contou. "Outras pessoas foram espancadas por esse grupo. A gente sente pelas famílias, mas foi o Vítor que ficou marcado".
Outro jovem diz ter sido agredido por grupo
Tadeu Assad Ferreira é acusado pela principal testemunha do caso de ter começado a espancar Vítor. O estudante estava acompanhado do amigo, Kleber, que disse ter visto um grupo de cinco rapazes agredindo um mendigo.

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