domingo, 21 de agosto de 2011

Torcidas de Remo e Paysandu querem times em ação


Seriam Leão e Papão exóticos irmãos siameses, aqueles gêmeos que estão ligados ao mesmo corpo humano? Se analisarmos a espécie dos mascotes da dupla mais famosa do futebol do Norte do país, seria impossível. Mas se na hora dessa fusão for posta em conta a “valorização do futebol paraense”, ela é totalmente aceitável. Pelo menos é o que dizem os dirigentes.
Ao longo dessa semana, a diretoria azulina, por meio de Ronaldo Passarinho, vice-presidente jurídico do clube, e do próprio presidente Sérgio Cabeça, declararam que pretendem fazer uma espécie de pacto com os bicolores. O objetivo da união é um Re-Pa na final do Campeonato Paraense 2012. Há seis anos o confronto não marca a decisão do certame local. “Não será uma forma de favorecimento do Clube do Remo e nem do Paysandu. Mas sim a valorização do futebol paraense”, garante o presidente Cabeça.
Não apenas isso. A possível parceria entre as duas agremiações visa voos mais altos. “Faz muito tempo que estamos fora do âmbito nacional e isso não é bom para nenhum dos dois clubes. Estamos de portas abertas para esta conversa, até porque temos uma amizade extracampo, que vai além da rivalidade dos gramados”, coloca Toninho Assef, vice-presidente do Paysandu Sport Club.
Mesmo ainda não havendo nenhuma conversa formal entre azulinos e bicolores, a inusitada união divide opinião entre os torcedores. “Se for apenas para fazer uma imagem bonita no Parazão e não se preocupar com planejamento e o Campeonato Brasileiro, essa parceria não tem muita importância”, é o que acredita o produtor cultural bicolor, Márcio Cruz, 30 anos. Para ele, mais importante que esse discurso é ver as duas equipes montando equipes competitivas que ofereçam prazer aos torcedores na hora de ir ao estádio. “É melhor que cada um se planeje pra fazer o público voltar ao estádio pelo bom futebol, não por clássicos do passado. Não adianta forçar clássicos com times medíocres. Se for dessa forma, até mesmo de graça a torcida não vai”, considera.
Para o advogado Adilson Verçosa, torcedor fanático pelas cores do Leão, a união é válida pela questão financeira. “Como os dois titãs do futebol paraense estão de ‘caixa baixa’, essa proposta é válida. Esse ano os clubes não tiveram lucro. A final entre Independente e Paysandu não lotou o estádio, como ocorre em um clássico entre Remo e Paysandu”

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